Description
Serie: Uru’ku “Vermelho”, julho 2022
Coleção: 6 Peças
by: Marcos Palhano
A ideia de “vermelho” surgiu numa quinta-feira, era 14 de julho, o dia amanheceu bonito, ensolarado, quente, com uma luz boa, típica das primeiras horas da manhã. Sentei a mesa para tomar café, depois de alguns minutos percebo um ‘urucum’ aberto com as sementes a mostra. Peguei a forma engraçada, fiz algumas fotos, e ao bserva-lo me perguntei o quanto de força e sabedoria esse fruto não teria, pelo resto do dia fiquei pensando na importância, no valor, na utilidade e o respeito que os povos originários tem por ele.
Antes da chegada de colonizadores europeus, indígenas da América do Sul e Central já utilizavam o ‘urucum’ como parte de rituais, misturando a fruta com gordura animal ou vegetal e obtendo um tipo de pomada que era utilizada em cerimonias de iniciação, danças e festividades através da pintura corporal.
Outros povos que utilizavam a fruta eram os astecas, que tingiam de vermelho bebidas preparadas com o cacau, com intuito de simular sangue.
É nessa ancestralidade que construo Uru’ku “vermelho”, seis peças intensas, inspiradas na cultura e no relacionamento que os povos originários tem com essa fruta.
Serie: Uru’ku “Vermelho”, julho 2022
Mobigrafia
1600 x 1200
Cor
JPEG
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A HISTÓRIA DO URUCUM
A palavra urucum tem origem na linguagem Tupi-Guarani transliterado “uru-ku” e significa “vermelho”.
Seu nome científico, “Bixa orellana L”, foi dado em homenagem a Francisco de Orellana (1490-1546), um membro da expedição de Francisco Pizarro e o primeiro explorador espanhol que navegou o rio Amazonas. A ampla distribuição geográfica dessa planta fez com que ela fosse conhecida por vários nomes. No Brasil também é conhecido por nomes como urucu, urucum, urucu-uva, urucu-bravo, açafroa e bixa, além de nomes indígenas como ahitê, nukirê, bixe e bixá. Na América espanhola o urucum é conhecido como achiote, anoto, achote, onotto, onotillo, roekoe, schirabaeli, koessewee, koesowe, bija, cacicuto, uruca, achiotillo, arnotto, arnolta, roucou,
chancaguarica, kuxub, achihuiti, achiti, shambu, huantura, atta, santo domingo, analto e guajachote. Na Espanha tem o nome de bija, na França de rocouyer, na Alemanha de orlenasbaum, na Itália, Inglaterra e Estados Unidos de annatto e na Índia como lathan ou kolssewil
(CARVALHO, 1989; CORREA, 1975; MARTORELL, 1975; SANTOS, 1958).